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O Trem suburbano de Salvador

  • suburbiofax
  • 23 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura

Em 28 de junho de 1960 era inaugurado o trecho ferroviário que ligava o bairro da Calçada ao subúrbio de Paripe, com uma extensão de 15,2 km em via singela e bitola de 1,60m. Os trens eram tracionados por locomotivas a vapor que percorriam o trecho após uma hora de viagem.


Ponte de São João: com a Baía de Todos os Santos a direita e Plataforma ao fundo.

No decorrer do tempo esse trecho passou por uma série de reformas, como a mudança de bitola para 1,00 na primeira década deste século, a aquisição das primeiras automotrizes diesel de fabricação alemã entre 1926-1929 e a construção de automotrizes diesel nas antigas oficinas de Aramari (próximo a Alagoinhas), a modernização das estações do subúrbio entre 1936-1943, a duplicação das linhas, a construção da ponte São João sobre a enseada dos Cabritos (inaugurada em 1952 e que substituiu a antiga ponte de Itapagipe, construída pelos ingleses) e a eletrificação, para que as locomotivas a vapor dessem lugar a modernas unidades elétricas. A duplicação das linhas até Paripe e a eletrificação ocorreram nas décadas de 40 e 50.


Maria fumaça de 1860 fica na sede da CTS, na estação de trem da Calçada em Salvador.

A Bahia já teve cerca de 230km de linhas férreas elétricas: a partir de Salvador, iam até Alagoinhas e pela linha Sul, de Mapele até Conceição de Feira. Esses trechos eram percorridos por 13 locomotivas elétricas IRFA, de construção nacional e material elétrico Brown-Boveri, e no início dos anos 80, por 5 locomotivas elétricas Metropolitan Vickers de fabricação inglesa que vieram da SR-2. As locomotivas elétricas foram desativadas por volta de 1986-1987, visto que a eletrificação foi virtualmente erradicada na SR-7, somente restando o trecho do subúrbio operado pela CBTU. Os motivos principais do fim da tração elétrica na Bahia foram a baixa produtividade das locomotivas em função do volume de cargas tracionadas e os constantes furtos dos cabos elétricos da rede aérea, além da própria obsolescência do sistema e da falta de manutenção adequada.


Localidades: sequência do trajeto.

 
 
 

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